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A seção de experiência vivida é toda sobre você! Compreendemos que a realidade de um país pode ser muito diferente das leis existentes em tal país e que as pessoas que lá vivem podem dar um retrato melhor disso através de suas próprias experiências. Nesta página você encontrará experiências vividas por leitores e adicionar sua própria.

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Experiências do Leitores

Isto é o que as pessoas dizem acerca da realidade de vida para pessoas LGBTI neste país ( WORLD )...
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Histórias: 1-50

André (actualmente vive em PORTUGAL) postado por gay leitores para a PORTUGAL página do país on 01/01/2012 tagged with no trabalho, viol锚ncia e crimes de 贸dio , identidade de gĂŠnero, direitos humanos, orientação sexual
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Eu, quando tinha 12 anos, estava apaixonado pelo meu colega de turma. Houve um dia em que eu fui à casa dele e ele contou-me que queria saber como era um beijo. Aí eu beijou-me, eu não o empurrei, e continuámos a beijar assim por muito tempo. Depois fomos para uma casa em construções e aí os beijos foram mais sérios. Nós tirámos a roupa e beijavámos loucamente. Eu chupava-lhe, desculpem pela palavra, e ele entrava-me por trás. Foi aí em que eu perdi a minha virgindade (não usámos preservativo, mas nem eu nem ele tinhamos SIDA ou AIDS). Após isso, foi ideia dele ir ao tecto e começámos a beijar novamente, até que o pai dele viu-nos. Ele começou a ficar triste e furioso ao mesmo tempo e disse-me que não devíamos ter feito aquilo, e a partir desse dia, ele nunca mais falou comigo sobre isso. A partir daí, foi só brincandeiras e conversas normais. Passado mais um ano, um dia eu decidi dizer-lhe que lhe amava por internet. No dia seguinte, mal entro na escola, todos começam a gozar comigo e a chamar-me asneiras. Riam-se, empurravam-me e eu sentia-me envergonhado.. tão envergonhado que até cheguei a dar um soco na cara dele. A partir desse dia até agora, a escola toda já não me goza tanto quanto gozava há anos e agora parece que todos já se "habituaram" à situação e, pelo que parece, isso é uma fase madura da parte deles. Às vezes é preciso anos para as pessoas aprenderem o quanto a homossexualidade é normal.
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Luiz Roberto Paula de Resende (actualmente vive em BRAZIL) postado por gay lésbica transgénero bissexual intersexual heterossexual leitores para a BRAZIL página do país on 13/10/2010 tagged with intersexual, saúde, identidade de género, direitos humanos, leis e governo , orientação sexual +5
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Em 2000 fui procurado por uma transexual nascida com o gênero masculino e que já estava sob tratamento com equipe multidisciplinar para a cirurgia de transgenitalização (mudança de sexo para feminino). Comecei então a pesquisar a questão e ingressei com uma ação judicial no Fórum de Belo Horizonte, conseguindo a vitória integral para a alteração de nome e sexo em 2006, sem nenhum restrição imposta na certidão de nascimento.
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Angel (actualmente vive em BRAZIL) postado por gay leitores para a BRAZIL página do país on 07/08/2010 tagged with no trabalho, famílias lgbt, identidade de género, orientação sexual, religião, casamento / uniões civis +15
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Meu pai me perguntou: você é gay?
Eu perguntei pra ele: importa?
Ele disse: Não, não realmente...
Eu disse pra ele: sim, eu sou.
Ele disse: fora da minha casa.
Creio que ele se importava.
Meu chefe me perguntou: você é gay?
Eu perguntei pra ele: importa?
Ele disse: Não, não realmente...
Eu disse pra ele: sim, eu sou.
Ele disse: está despedido!!!
Creio que ele se importava.
Meu amigo me perguntou: você é gay?
Eu perguntei para ele: importa?
Ele disse: Não, não realmente...
Eu disse pra ele: sim, eu sou.
Ele disse: Não me considere mais seu amigo!
Creio que ele se importava.
Meu companheiro me perguntou: você me ama?
Eu perguntei pra ele: importa?
Ele disse: Não, não realmente...
Eu disse pra ele: sim, eu te amo.
Ele disse: deixa-me te abraçar.
Pela primeira vez na minha vida, algo importava.
Deus me perguntou: você se aceita?
Eu perguntei pra ele: importa?
Ele disse: Sim...
Eu disse pra ele: Como posso me aceitar, se sou gay?
Ele disse: Porque é assim que eu te fiz. Desde então, somente isso me importa.
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Rosivaldo L. Araujo (actualmente vive em BRAZIL) postado por gay lésbica transgénero bissexual heterossexual leitores para a BRAZIL página do país on 09/07/2010 tagged with no trabalho, ensinar direitos lgbt nas escolas, famílias lgbt, direitos humanos, orientação sexual
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Há mais ou menos 15 anos trabalho lecionando em escolas da rede municipal de ensino. E, exatamente a cinco anos, engajei-me na organização de uma Associação LGBT em minha cidade.
Antes de estar militando no movimento LGBT a aceitação dos alunos e pais de alunos dava-se sem maiores problemas. Apesar de não ser enrustido, eu não tinha um comportamento assumidamente gay.
Meus problemas começaram quando ficou visível para a sociedade local que eu estava inserido na organização de um grupo GLBT.
As reações partiram inicialmente dos pais de alunos, de forma velada. Os alunos, pelo fato de serem mais autênticos e reproduzirem as impressões que escutam em seus lares, começaram a apresentarem antipatia e desrespeito à minha pessoa.
No âmbito administrativo, os colegas e diretoria tentam minimizar o problema, agindo como se nada estivesse acontecendo. Talvez por medo da discussão de um tema tão controverso.
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Wilton (actualmente vive em BRAZIL) postado por gay leitores para a BRAZIL página do país on 04/02/2010 tagged with direitos humanos, orientação sexual, forças armadas +15
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Não queremos homofobia no Brasil
Wilton Garcia

Hoje, mandei um email para o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) eduardo.suplicy@senador.gov.br, porque estou indignado com a desagradável declaração do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho contra homossexuais assumidos nas Forças Armadas Brasileiras. Essa radicalidade do general demonstra preconceito e discriminação!

Ontem, ele foi ao senado, por ser indicado para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), e ao ser sabatinado disse que a tropa não obedeceria a um militar homossexual. Também, fiquei bastante desapontado com a postura dos Senadores, que não se manifestaram contra.

A sociedade brasileira – sobretudo a comunidade LGBT – precisa gritar em todos os cantos do país contra esta difamação e desrespeito. Vamos mostrar que somos muitos e temos Direitos. Nossa disposição é maior quando enfrentamos o mundo! Mais que isso, trabalhamos e defendemos este país com qualidade, sobre o ideal da promoção de valores humanos.

Se fosse assim, nenhum homossexual neste país conseguiria alavancar projetos ou qualquer outra atividade. Não somos desqualificados, pelo contrário, honramos dignamente nossas profissões com responsabilidade e vigor necessários aos desempenhos. E se, por acaso, algum gay escolher ser da Força Militar, certamente ele terá orgulho e ética de seu papel profissional.

Por isso mesmo, devemos protestar. Viva a diversidade.
Não queremos homofobia no Brasil!

Tal acusação contra homossexuais não ajuda em nada.
Um representante do Superior Tribunal Militar deve ser alguém com capacidade intelectual e discernimento da vida, para dialogar com a sociedade. Este general deveria ter preocupação com a desigualdade social e o desenvolvimento humano – longe de posturas conservadoras e ultrapassadas.

Este é um país democrático e não é possível admitir ou aceitar tal injúria. Portanto, é preciso protestar!
Não queremos homofobia no Brasil!

Wilton Garcia é doutor em comunicação pela ECA/USP e integrante do PEDHS-USP.
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