BRAZIL
Relações entre homens: Legal
Punição para relações entre homens: Não há nenhuma lei
Relações entre mulheres: Legal
Idade de consentimento: Igual para heterossexuais e homossexuais
Casamento civil e substitutos de casamento: Substituto igual ou quase igual ao casamento e reconhecido a nível nacional




Wilton Garcia
Hoje, mandei um email para o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) eduardo.suplicy@senador.gov.br, porque estou indignado com a desagradável declaração do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho contra homossexuais assumidos nas Forças Armadas Brasileiras. Essa radicalidade do general demonstra preconceito e discriminação!
Ontem, ele foi ao senado, por ser indicado para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), e ao ser sabatinado disse que a tropa não obedeceria a um militar homossexual. Também, fiquei bastante desapontado com a postura dos Senadores, que não se manifestaram contra.
A sociedade brasileira – sobretudo a comunidade LGBT – precisa gritar em todos os cantos do país contra esta difamação e desrespeito. Vamos mostrar que somos muitos e temos Direitos. Nossa disposição é maior quando enfrentamos o mundo! Mais que isso, trabalhamos e defendemos este país com qualidade, sobre o ideal da promoção de valores humanos.
Se fosse assim, nenhum homossexual neste país conseguiria alavancar projetos ou qualquer outra atividade. Não somos desqualificados, pelo contrário, honramos dignamente nossas profissões com responsabilidade e vigor necessários aos desempenhos. E se, por acaso, algum gay escolher ser da Força Militar, certamente ele terá orgulho e ética de seu papel profissional.
Por isso mesmo, devemos protestar. Viva a diversidade.
Não queremos homofobia no Brasil!
Tal acusação contra homossexuais não ajuda em nada.
Um representante do Superior Tribunal Militar deve ser alguém com capacidade intelectual e discernimento da vida, para dialogar com a sociedade. Este general deveria ter preocupação com a desigualdade social e o desenvolvimento humano – longe de posturas conservadoras e ultrapassadas.
Este é um país democrático e não é possível admitir ou aceitar tal injúria. Portanto, é preciso protestar!
Não queremos homofobia no Brasil!
Wilton Garcia é doutor em comunicação pela ECA/USP e integrante do PEDHS-USP.