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Patricia Curzi, UN-ILGA liaison officer, Renato Sabbadini, Co-Secretary general of ILGA and Pedro Paradiso Sottile, Regional Secretary for ILGA-LAC at the United Nations in Geneva.
ECOSOC concedeu hoje estatuto consultivo à ILGA

in WORLD, 25/07/2011

Com 29 votos a favor, 14 votos contra e 5 abstenções, o Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) concedeu hoje estatuto consultivo à Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA).

Genebra, 25 de Julho de 2011


Com 29 votos a favor (Índia, Itália, Japão, Letónia, Malta, México, Mongólia, Nicarágua, Noruega, Peru, República da Coréia, Eslováquia, Espanha, Suíça, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos, Venezuela, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Equador, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Hungria), 14 votos contra (Iraque, Marrocos, Namíbia, Paquistão, Qatar, Rússia, Arábia Saudita, Senegal, Bangladesh, Camarões, China, Egito, Gana, Zambia), 5 abstenções (Guatemala, Filipinas, Ruanda, Bahamas, Costa do Marfim) e e 6 países que não votaram ou estavam ausentes (Comoros, Gabão, Guiné-Bissau, Malawi, Maurício, São Cristóvão e Nevis), o Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) concedeu hoje estatuto consultivo à Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA). O estatuto consultivo da ECOSOC permite às ONGs assistirem a conferências e reuniões da ONU, apresentarem declarações e relatórios, fazerem intervenções orais, e organizarem painéis em instalações da ONU, o que representa uma ferramenta fundamental para uma ONG como a ILGA - com mais de 700 organizações membro em todos os continentes - para prosseguir o seu trabalho sobre os direitos humanos LGBTI dentro do sistema das Nações Unidas.

A ILGA foi a primeira organização LGBT internacional a receber o estatuto consultivo em 1993, mas perdeu-o no ano seguinte devido à presença de grupos que defendiam a abolição das leis de consentimento. A ILGA tem pedido para recuperar o estatuto consultivo desde então, depois de ter expulsado os grupos acima mencionados e de alterar os seus estatutos para especificar de forma clara o seu compromisso contra o abuso infantil, mas um pequeno grupo de países que defendem a homofobia foi capaz de influenciar os votos na Comissão das ONG da ONU durante muito tempo. Entretanto, muitos membros da ILGA- como a LBL da Dinamarca, o COC dos Países Baixos, a FELGT de Espanha, a LSVD da Alemanha, a ABGLT do Brasil, a IGLHRC dos Estados Unidos e a ILGA-Europa – conseguiram obter o estatuto após verem revogada na Assembleia do ECOSOC a recomendação negativa recebida pela Comissão de ONGs, como aconteceu hoje com a ILGA.


"Este é um dia histórico para a nossa organização - disse o co-secretário-geral Renato Sabbadini, em Genebra.
Cura uma ferida que tem 17 anos de idade. Queremos agradecer a todos os membros da ONU que votaram a favor:  Índia, Itália, Japão, Letónia, Malta, México, Mongólia, Nicarágua, Noruega, Peru, República da Coréia, Eslováquia, Espanha, Suíça, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos, Venezuela, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Equador, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Hungria.

Um agradecimento especial vai para à Bélgica (onde está a nossa sede) pelos seus esforços incasáveis na construção de um consenso à nossa volta, juntamente com os Estados Unidos e a Argentina. Gostaríamos de agradecer também às organizações que são nossos membros que conseguiram influenciar os seus respectivos governos nesta iniciativa, e a todos os nossos aliados pelo seu apoio, em especial à Arc-Internacional, em Genebra."


"Hoje estamos a comemorar - disse a co-secretária-geral Gloria Careaga da Cidade do México -, mas estamos conscientes de que temos muito trabalho a fazer nos próximos meses. Mas estamos muito motivados para trabalhar em conjunto com todos os nossos membros, particularmente aqueles que também têm o estatuto consultivo, e com os nossos aliados para promover os direitos humanos LGBTI nos organismos da ONU nos próximos anos, aproveitando a evolução muito positiva aberta pela resolução apresentada pela África do Sul no Conselho de Direitos Humanos da ONU em Junho passado. "
 

Pedro Paradiso Sottile, Secretário Regional da ILGA LAC (América Latina e Caribe), também em Genebra para a ocasião, disse: “Conceder o estatuto consultivo à ILGA é um acto de justiça, e uma razão de orgulho para a comunidade internacional que trabalha para um mundo onde os direitos humanos são verdadeiramente respeitados, sem qualquer discriminação. As nossas vozes e a nossa luta pela igualdade e liberdade devem chegar a todos os cantos do mundo, para que as diferentes orientações sexuais, identidades e expressões de género sejam respeitadas e protegidas por todos os países. Nós pensamos que o estatuto consultivo da ECOSOC irá ajudar os nossos activistas em todo o mundo a atingir este objectivo.”


Nossa imagem: Patricia Curzi, responsável da ILGA pela ONU, Renato Sabbadini, co-secretária geral da ILGA e Pedro Paradiso Sottile, Secretário Regional da ILGA-LAC nas Nações Unidas em Genebra.

Tradução: Patricia Gomes

 

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