Home, Asia, Europe, North America, Latin America and Caribbean, Oceania, Notícias, Mapa do site



PT
Início / Secretariado Trans / Chile / Articles / Lukas Berredo - Grupo de Apoio a Homens Trans - Chile
lendo mapa..

Contribuidores

ILGA Stephen Barris, ILGA

Facebook

marcado com: curitiba / ilga-lac / homens trans
Ocorreu um problema técnico e não foi possível suportar o formato deste vídeo. Verifique se o javascript está ativado e se há uma versão mais recente do Flash
Lukas Berredo - Grupo de Apoio a Homens Trans - Chile

in CHILE, 01/02/2010

V conferencia ILGA-LAC, Curitiba, Brasil. Somos do GAHT (Grupo de Apoio a grupos trans) e trabalhamos em duas vertentes principais: uma, externa, e outra, interna. A vertente interna está voltada a orientar os homens trans quanto às suas opções caso desejem levar adiante o processo de redesignação sexual ou se eles não têm outras alternativas.

 É possível também ter orientação jurídica no processo de alteração de nome e sexo na documentação, caos se deseje, o que, no Chile, é possível de se conseguir, embora seja muito difícil. Por outro lado, na vertente externa, tentamos informar a sociedade, dar visibilidade ao tema “transexualidade”, que, de modo geral, ainda é muito estigmatizado. Assim, fazemos palestras em universidades, institutos. Nas escolas secundárias, no entanto, não tivemos sucesso. Já conseguimos levar o trabalho para órgãos do governo e também para a polícia civil, na tentativa de tornar essa realidade mais conhecida e, assim, diminuir a discriminação. Atualmente, a situação no Chile é bastante complicada porque o governo não conhece a realidade ou, se a conhece, faz de conta que não a vê.


Atualmente, para mudar o nome ou o sexo, é preciso passar por um processo judicial que pode ser extremamente longo e cuja decisão final dependerá do juiz, porque, como não existem leis ou pessoas que abordem o assunto, não é possível alterar o sexo na certidão de nascimento; então, a decisão de autorizar a mudança ou não, fica a critério pessoal do juiz.


O processo das cirurgias de redesignação e da alteração hormonal é bastante complicado também, porque o sistema de saúde não possui regras sobre o assunto, e dependerá da decisão do doutor. Não está proibido, nem tampouco é permitido; o assunto não é abordado: há um vácuo legal. Até o momento, dependemos de favores, praticamente temos que mendigar por essas migalhas de ajuda, o que não deveria ser assim. As políticas públicas deveriam ser modificadas para terem um alcance nacional. Então, nos reunimos com entidades do governo para tratar de sensibilizá-las em relação ao tema, e para que façam alguma coisa a respeito

 

Bookmark and Share