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MOVIMENTOS LÉSBICOS: RUPTURAS E ALIANÇAS

in WORLD, 20/01/2010

“As lésbicas estão em todo o lado”: sempre estiveram presentes nos diferentes movimentos sociais, com as associações LGBT, em grupos feministas, bem como na esfera artística e na luta pela descolonização e pela independência dos seus países. Esta publicação, em inglês e español, é uma compilação de experiências de pessoas de todo o mundo envolvidas em movimentos lésbicos, sociais e organizações de direitos humanos.

“As lésbicas estão em todo o lado”.

As lésbicas sempre estiveram presentes nos diferentes movimentos sociais, com as associações LGBT, em grupos feministas, bem como na esfera artística e na luta pela descolonização e pela independência dos seus países. Em décadas recentes, as lésbicas estiveram presentes na luta por direitos iguais para mulheres de cor, mulheres aborígenes, e no geral nos movimentos feministas.

Esta publicação, em inglês e español, é uma compilação de experiências de pessoas de todo o mundo envolvidas em movimentos lésbicos, sociais e organizações de direitos humanos. Reconhecemos o mérito daquelas lésbicas * que, em muitas partes do mundo, abriram caminhos e das que estão activamente envolvidas na luta pelo bem-estar e pelo reconhecimento dos seus direitos.

Alguns destes exemplos positivos mostram que “a história pode ser mudada”, e que alguns grupos lésbicos conseguiram conjugar os seus problemas com os de outros movimentos. Algumas lutaram contra o apartheid e continuam a denunciar o racismo, outras trabalham em prol da paz nas suas regiões, outras juntam-se a diferentes grupos marginalizados e vulneráveis. As lésbicas mostraram mais solidariedade que outros grupos e deve reconhecer-se este facto.
 

As lésbicas têm uma forma revolucionária de pensar que pode ser benéfica para todos os intervenientes nas nossas sociedades que lutam por direitos iguais e por justiça para todos.

Partilhar experiências e conhecimento é uma forma de desenvolver capacidades, e estar consciente destas conquistas é o primeiro passo em direcção ao empoderamento e ao orgulho. Este relatório tem um cunho positivo, e procura o fortalecimento do futuro do movimento lésbico, mais do que ficar-se pela vitimização.

Esta publicação também deixa muitas perguntas em aberto, tais como: “O que é o feminismo?”, “Os problemas lésbicos estão mais próximos dos das mulheres, ou dos dos gays?”. Em vários momentos irá encontrar uma resposta que, algumas páginas depois, será contradita por uma experiência diferente. Este é, provavelmente, um sinal da diversidade e complexidade dos movimentos lésbicos.

Esperamos que esta publicação desperte a sua curiosidade, e a vontade de aprender mais e de ser inspirado/a por estes movimentos sociais tão diferentes, mas intimamente ligados. Pode também ser utilizada como uma ferramenta de formação para empoderar jovens feministas lésbicas dentro do movimento LGBT, e para sensibilizar as organizações para a importância de defender os direitos das lésbicas,

Por favor, divulgue esta publicação, coloque-a no seu sítio Web e, acima de tudo, use-a para se inspirar e empoderar.

“As lésbicas estão em todo o lado” e podemos orgulharmo-nos disso.

Patricia Curzi
Coordenadora do Projecto de Mulheres
ILGA
 

* O termo “lésbica” refere-se a qualquer pessoa que se identifique como lésbica, bissexual, butch, femme, andrógina, fufa, trans, queer ou que não queira ser rotulada de qualquer forma.

Encomende a publicação em papelou envie as suas sugestões e comentários para women@ilga.org


Tradução Ana Patrícia Gomes

 


Esta publicação está disponível em versão PDF
em em inglês http://ilga.org/ilga/en/article/lYwN1bs14T
em español http://ilga.org/ilga/es/article/mfGunLL1zj

 

 

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