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Entrevista feita ao Renato Sabbadini, Cosecretario Geral da ILGA para a CHN

in NICARAGUA, 30/09/2010

A continuação publicamos a entrevista em exclusiva ao Renato Sabbadini sobre o contexto actuais desta organização e do movimento LGTBI ao nível do mundo.

CHN: 1.-Renato, achas que os e as actuais activistas LGTBI em realidade tem bem definido um horizonte claro (com metas claras) hacia onde deve-se dirigir o activismo local, regional e mundial o mais bem consideras que no activismo actuais cada um move-se para um lado?

Renato: Eu acho que a nível mundial todos os componentes do Movimento LGTBI concordam ao menos em dois objetivos principais: a despenalização universal da homosexualidade e a des-patgologização da identidade trans. É ao nível local, nacional e regional que surgem as diferenças em terminos de prioridades, porque a situação concreta de cada organização tem que se enfrentar tudos os dias pode diferir consiterablemente da outra organização com a sede em outro pais. Deixame te dar un ejemplo: tudos comcordamos em que a homosexualidade deve ser despenalizada em tudas partes, mais si vives em um pais onde a homosexualidade não esta tipificada como delito, podes ter uma prioridade diferente, como a luta em contra das hierarquias religiosas que tentan parar a tua campanha em favor dos matrimonios de pessoas do mesmo sexo. Tudos somos de acordo com a despatologiazação da identidade trans mais, tal vez a tua primeira prioridade no ambito local é de parar os assesinatos e ataques violentos contra pessoas trans.

Estas diferenças estão plenamente justificadas e compreensíveis e devemos considerá-las
como uma prova da força e a flexibilidade do movimento e não como uma manifestação de sua debilidade. Também há diferenças entre nós quanto à língua que se deve utilizar para definir nossas identidades: são "gay" e "lesbiana" conceitos universais? Ou são o reflexo de um enfoque "ocidental"? É "queer" uma melhor palavra? Não sê qual será o resultado deste debate mas creio que um movimento que não deixa de pôr-se este tipo de perguntas é bem mais avançado, mais estimulante e interessante de um movimento onde este tipo de perguntas não se lhes põe.

CHN: 2.- O que premissas maiores e fundamentais deve responder um activismo eficaz e
eficiente? Baixo quais criterios devese definir uma incidência politica efizaz no activismo
LGBTI?

Renato: Eu diria que a premissa fundamental é a correta identificação do problema que se
enfrenta a nível local e subir com uma estratégia que seja realista e dentro de suas próprias possibilidades. Por exemplo, se teu és uma pequena organização local e te dás conta de que o problema principal é a falta de visibilidade das pessoas LGBTI em tua cidade, então este é o problema que deve ser ao centro de teu trabalho e não o de uma lei nacional de casal entre pessoas do mesmo sexo, já que isto pode tratar-se unicamente por uma organização maior, nacional (da qual, por suposto, teu podes ser um membro). Quanto à eficácia política, eu diría que qualquer que seja o nível no que teu estás operando (local, nacional, regional), precisa-se fazer aliados: entre outras organizações LGBTI, e - sobretudo - entre as organizações não LGBTI. Se queremos conseguir mudanças na cultura ou na lei de nossos países, temos que fazer aliados, temos que fazer nossa causa a causa de uma seção maior da população. Para conseguer a mudança temos que mostrar interes e vontade de participar nas causas dos nossos aliados, de fazerem o contrario não podemos esperar que tenhan nós a serio. Si tu decides, por exemplo, que o sindicato pode ser un bom aliado e poderoso na luta, debes estar presto e disposto para serem parte das suas manifestaçoes. Si queres que eles estejam contigo no desfile del orgullo. O que quero dizer é que si as pessoas LGBTI querem que outros setores
da sociedade civil participarem mais ativamente na luta por a igualdade LGBTI, nós, como movimento, devemos serem mais interesados com conocimentos e conciença politica sobre outras questoes que neste momento não vemos como que pertencen a nós. Por exemplo, si quero o apoio do movimento pela paix não posso dizer que não estoy interesado na guerra de Afganistan porque não têm nada a ver com os dereitos LGBTI".

CHN: 3.- Quais achas que são os desafios do futuro do movimento LGBTI munidal no contexto de agora o que vemos mais os avanços e os alcances dos nossos activismos e que os logros são cada vez mais sorprendentes, mais também em que os ostaculos tambén parecen serem mais infranqueaveis? Por exemplo:O que aconteceu no Surabaya com a cancelação da Conferença Regional do ILGA-ASIA (produto tal vez do ultra-radicalismo, ultra-conservadurismo e do fundamentalsvistaismo islamico), versus, o impacto da incidencia politica eficaz dos grupos e activistas no logro da aprovação do matrimonio gay em Argentina ou o logro da IGLHRC de conseguer o estatus consultivo dentro do ECOSOC na ONU (os dois acontecidos muito recentemente)?

Renato: Eu acho que o principal desafio para o futuro do movimento é duplo, segundo o país em que estivera a tua organização. Si estiveras num pais onde tens bons leis (matrimonio, anti-discriminação, etc) el reto seria fazer que no decaiga: ter uma boa lei não significa que o teu pais tivera succeso em trocar a cultura da maioria da poblação e ainda poder ser o objetivo de ataques homofobos. Si estiveras num pais onde há leis maus ou não há leis, ou há muita violência, o repto é... não ceder à resignação e o desespero: a hostilidade que enfrentas prove do fato de que as agências que promovem a homofobia (os fundamentalistas cristãos, islâmicos, etc.) dão-se conta cada vez mais do que estão perdendo a batalha e tratam de parar com desespero uma onda de mudança que está afetando gradualmente a todo mundo. Como um movimento mundial creio que o principal desafio para o futuro é encontrar o equilibrio adequado entre a necessidade de recursos e aliados e a necessidade de independência. Eu já disse que sem aliados não podemos esperar trocar a nosa sitação, mais também nós debemos serem cautos com a elecção dos nossos aliados para ter segurança do que eles não ganhan com nós. Por exemplo: é bom ver que muitos gobernos occidentais apoian a nossa causa no
mundo, mais também devemos ter a seguridade de que a nossa causa não seja utilizada como excusa para levar a guerra aos paises não occidentais, o -como dize-se neste tipo de situação - para "os liberar".

CHN: 4.- Renato, entendemos que proximamente se realizará a Conferência Mundial de
ILGA em Brasil. Agora que o teu período (teoricamente) termina e depois de ter tido tempo suficiente à frente da Secretaria Mundial de ILGA por estes anos para reflexionar nos avanços conseguidos e os obstáculos no caminho em tua opinião, quais serão as próximas prioridades que deveria definir a Conferência Mundial para o ativismo e acionar de ILGA para os futuros anos como referente regional e mundial?

Nos últimos dois anos o foco principal de nosso trabalho foi a reorganização do escritório em Bruxelas: foi uma tarefa difícil, com decisões dolorosas (como despedir ao Diretor Executivo de antes) e que consomem muito tempo (como o re-treinamento do pessoal). Mas foi uma tarefa necessária, a fim de recuperar a confiança dos membros e dos provedores du fundos. Agora que o escritório está de volta em forma, creio que na próxima Conferência Mundial temos (ao menos) três prioridades: (1) restabelecer o nome de ILGA como a principal referência para os atores não-LGBTI (organizações não governamentais, governos, meios de comunicação, universidades, etc) sobre temas LGBTI a nível mundial, (2) encontrar a forma de capacitar a nossos membros para que possam participar mais ativamente no trabalho de ILGA, e (3) continuar com o desenvolvimento das estruturas regionais de ILGA. A última, em particular, é essencial para a eficácia de nossas ações nas regiões. Pelo momento só contamos com duas regiões onde o processo de regionalização se desenvolveu com sucesso: LAC e Europa.
Temos que nos assegurar de que as demais regiões, em particular Ásia e África, ao longo prazo possam ter sucesso também, a sua maneira. Precisamos regiões mais fortes para do que os membros se sentam mais implicados no trabalho de ILGA e para do que possam construir alianças mais fortes a nível regional.

Fonte: Renato Sabbadini para a CHN, foto do website de ILGA (www.ilga.org).

 

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