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A política de demissão de pessoas LGBT que não mantenham sua orientação afetivo-sexual em segredo – conhecida como “Don’t Ask, Don’t Tell” (Não Pergunte, Não Diga) – que está em vigor nas Forças Armadas dos EUA desde 1993 traz nas suas estatísticas uma outra forma de discriminação (sexista e racial) dentro da própria discriminação.
Os resultados do último levantamento feito no ano fiscal de 2008 revelaram que mulheres e minorias étnicas são as maiores vítimas da norma, em comparação com homens homo e bissexuais brancos.
Homens de minorias étnicas compõem 29% das Forças Armadas norte-americanas, mas os homens homo e bissexuais desses grupos somaram 45% das demissões forçadas. Já entre as mulheres, que só correspondem a 15% do total de militares na ativa, o número de demissões chegou a um terço (33%) do total.
Alexander Nicholson, que foi interrogador do Exército e hoje é diretor executivo da ONG Servicemembers United, afirma que o problema está ficando cada vez pior: “Essa é só mais uma prova de que essa política não funciona e tem que ser banida de vez. O Legislativo precisa dar atenção a essa questão imediatamente e o Presidente deve agir logo”.