O governo argentino apoiará a proposta brasileira de Resolução bem como o lobby para a sua aprovação" afirma Dr. Rafael A. Bielsa, Secretário de Relações Exteriores da Argentina aos representantes da CHA (Comunidade Homossexual Argentina) e da ILGA.
Da esquerda para a direita: Marcelo Suntheim e Cesar Bertelome, respectivamente Secretário e Presidente da CHA (Comunidade Homossexual Argentina) - o primeiro casal de pessoas do mesmo sexo a ser reconhecido legalmente na Argentina - Kursad Kahramanoglu, co-Secretário-Geral da ILGA, Dr. Rafael A. Bielsa, Secretário de Relações Exteriores do governo argentino, Pedro Paradiso Sottile, Coordenador para Assuntos Legais da CHA e Horacio Sivori, tradutor.
Após o encontro no Rio de Janeiro, o co-Secretário-Geral da ILGA, Kursad Kahramanoglu esteve por uma semana na Argentina, reunindo-se com importantes lideranças políticas e ativistas locais.
Recentemente, a notícia do casamento do Presidente da CHA, Cesar Bartelome Cigliutti, com Marcelo Suntheim, provocou um 'escândalo' naquele país. Por se tratar do primeiro casal formado por pessoas do mesmo sexo a ser legalmente reconhecido na Argentina, os dois acabaram entrando para a História. Pedro Paradiso Sottile, Coordenador para Assuntos Legais da CHA, providenciou dois importantes encontros: o primeiro, na Comissão Argentina de Direitos Humanos, com Dr. Rodolfo Mattarollo, Chefe de gabinete da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, Segurança e Direitos Humanos, e com o Dr. Rafael A. Bielsa, Ministro das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Cultura do governo nacional. Bielsa aparenta levar bastante à sério a questão dos direitos humanos, declarando-se favorável ao apoio da delegação argentina à proposta brasileira, e ressaltando que a decisão final depende apenas da concordância de Néstor Kirchner, presidente da república.
Na mesma ocasião, a SIGLA, uma outra entidade afiliada à ILGA há bastante tempo, organizou uma série de eventos que contou com a presença de diversos políticos, tanto do partido do governo quanto da oposição.