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Membros da ILGA em Genebra

in CHILE, 06/04/2004

Carlos Sánchez

Carlos Sánchez se incorpora à luta social desde a escola primária, formando parte da grita popular surgida com a eleição de Salvador Allende à presidência do Chile em 1970. Viveu o momento de golpe militar quando era estudante da Escola de Artes e Ofícios da Universidade Técnica do Estado.

A partir de 1977 se destaca como dirigente e ativista estudantil.

Foi militante do MIR desde 1979 e em 1981 é expulso da Universidade de Santiago. Esse mesmo ano se integrou ao Comitê de Defesa dos Direitos do Povo, CODEPU, onde impulsionou a luta pelos direitos humanos.

Em 1983, fez parte do Movimento Democrático Popular que articulava a luta social dos partidos de esquerda contra a ditadura.

Em 1991, deixa o MIR e orienta seus afazeres políticos essencialmente à luta social, vinculando-se ao movimento homossexual.

Em 1994, se integra ao movimento gay, dando impulso à unidade de duas de suas organizações no Movimento Unificado de Minorias Sexuais. Ali, junto a seus companheiros, promove a participação das minorias sexuais no desenvolvimento de políticas de Prevenção do HIV/Aids, e a aproximação de outros setores afetados pela discriminação, criando redes que lutam por uma Lei e uma Cultura Anti-discriminatória.

Em fins do ano 2000, participa de uma Conferência no Rio de Janeiro à que concorreram mais de 150 grupos da ILGA, sendo eleito Secretário Regional para América Latina e Caribe. No início do ano 2001 se integra ao Comitê de Esquerda pela Diversidade Sexual. A partir dessa iniciativa, se postula esse ano como candidato ao parlamento pela Comuna de Santiago junto ao Partido Comunista do Chile.

No ano de 2002 participa do Foro Social Mundial de Porto Alegre e publica “Os de fora da luz”, ensaio sobre política e homossexualidade.

Carlos Sánchez é presidente do Sindicato Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Luis Gauthier.


Chile apóia, mas não devemos confiar.

A situação de gays, lésbicas, travestis, bissexuais, e transexuais no Chile não mudou muito depois da despenalização da sodomia em 1988. O Artigo retirado nunca pode aplicar-se realmente, por sua vez, constituía um sinal negativo para a sociedade a respeito dos homossexuais. Depois de modificar o Artigo, hoje são punidas as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo quando uma delas é menor de 18 anos.

Seguem vigentes as normas que afetam as travestis e transgêneros, como o artigo 373 do código penal, que penaliza com cadeia as ofensas ao pudor e aos bons costumes.

Mais de 20 assassinatos de travestis nos últimos dez anos continuam impunes. Não há julgamentos nem investigações dos atos por parte das autoridades.

Casos emblemáticos de discriminação são registrados nos últimos três anos contra lésbicas que foram expulsas de restaurantes e lugares públicos, estudantes de suas escolas e mães lésbicas impedidas de permanecer junto de seus filhos.

O Código de Trabalho se aplica como um mecanismo para despedir homossexuais e pessoas soropositivas de seus empregos. A vigência do artigo 119 que permite as empresas despedirem trabalhadores indiscriminadamente ‘’por necessidades da empresa’’ fazendo desta maneira a forma encoberta de despedir os homossexuais, lésbicas e soropositivos.

O Sindicato Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores Luis Gauthier (lésbicas, gays e bissexuais), foi criado em agosto de 2003, para enfrentar a homofobia no movimento sindical, em segundo lugar, estabelecer uma aliança social ampla para enfrentar a discriminação no trabalho por razões de identidade sexual e/ou gênero, como assim, modificar as condições sociais, políticas e econômicas que dão origem a discriminação sexual, de gênero e classe na sociedade chilena,

O Sindicato faz parte da Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores Eventuais e Independentes do Chile e da Central Única de Trabalhadores.

Após a constituição do Sindicato, se uniu a Coordenação Anti-discriminatória constituída no Chile por múltiplas organizações LGB (meios de comunicação, grupos e ONGs), articuladas para enfrentar a homofobia e a discriminação em diferentes setores.

A esta Coordenação se uniu a Área de Minorias Sexuais da Anistia Internacional, Seção Chilena e outras ONGs feministas de Santiago na idéia de iniciar com eles um trabalho de apoio a Resolução do Brasil. Uma primeira gestão foi coordenar uma entrevista com o Ministério de Relações Exteriores antes da discussão da Comissão de Direitos Humanos da ONU, obtendo como resultado o compromisso verbal de votar favoravelmente a Resolução.

Dias antes de iniciar a reunião da Comissão de Direitos Humanos, realizou-se uma coletiva de imprensa entre todos os grupos que fazem parte desta comissão anti-discriminatória para dar conhecimento do início de uma campanha permanente pelos direitos humanos da população LGBT.

A comunidade LGBT do Chile conhece a Resolução do Brasil, pois a Coordenação Anti-discriminatória mantém uma rede de contatos eletrônicos para isso e outros assuntos e mobilizações no Chile.

A delegação oficial chilena da Comissão de Direitos Humanos não teve necessidade de pronunciar-se sobre a Resolução, devida a sua postergação. Isso obviamente implica que as organizações LGBTs não devem baixar guarda e ficar confiantes que o governo chileno apoiará a Resolução.

O trabalho deve ser feito mantendo-se o vínculo que já temos como governo chileno sobre esse assunto.

Tradução: Maria Isabel de Castro Lima & Beto de Jesus


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