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Extensa programação LGBT no Fórum Social Mundial em Nairobi, um marco histórico para o movimento LGBT do Quênia
O Fórum Social Mundial (WSF) é uma reunião anual conduzida por membros do movimento antiglobalização tendo em vista a coordenação de campanhas em âmbito mundial, o compartilhamento e aperfeiçoamento das estratégias de organização e a troca de informações sobre movimentos no mundo todo e suas questões. Trata-se de um local para encontro aberto onde grupos da sociedade civil e movimentos sociais compromissados na construção de uma sociedade cujo foco maior é na sua gente, podem se reunir para compartilhar experiências, debater idéias, construir redes e criar possibilidades. As reuniões acontecem geralmente em janeiro, quando o seu "grande rival capitalista", o Fórum Econômico Mundial acontece em Davos, na Suíça. Isto não é mera coincidência. Esta data foi escolhida em razão da dificuldade logística em se organizar um protesto em massa na cidade de Davos na tentiva de ofuscar a cobertura do Fórum Econômico Mundial feito pela mídia em geral.
A sétima edição do Fórum Social Mundial leva o mundo para a África, quando ativistas, movimentos sociais, redes, coalizões e outras forças progressivas de todo o mundo e de todos os cantos do continente africano convergem-se em Nairobi, no Quênia, de 20 a 25 de janeiro de 2007. São esperados aproximadamente 150.000 delegados no Centro Internacional de Esportes Moi Kasarani, em Nairobi, onde mais de 1.000 ativistas ocuparão os 106 espaços fornecidos no local.
Durante o encontro das comissões de metodologia e conteúdo realizado em Nairobi, nove terrenos de ações foram identificados. O quarto terreno ambiciona “assegurar dignidade, defender a diversidade, garantir a igualdade entre homens e mulheres e eliminar todas formas de descriminação”.
Um Fórum Feminista acontece um pouco antes do FMS/WSF e, tal como em suas edições anteriores, as temáticas LGBT estarão também presentes no Fórum, apesar do fato de que o Quênia criminaliza relações homossexuais, condenando a 14 anos de prisão. Esta edição do Fórum Social Mundial provavelmente ficará lembrada como o ponto culminante de um ano memorável para o movimento LGBT na Quênia. Neste ano,
oito grupos de Nairobi juntaram as suas forças para criarem o GALCK, a Coalizão Gay e Lésbica do Quênia, ao consórcio KEGALE (Kenya Gay and Lesbian Trust), inicialmente chamado de Gay Kenya foi o primeiro grupo LGBT a ser oficialmente registrado pelas autoridades na Quênia e um monte de ativistas corajosos marchou pelas ruas da capital e armaram sua tenda durante o Dia Mundial da Aids.
Ativistas do movimento LGBTI no Quênia prepararam um programa extenso de iniciativas LGBT em cooperação com aliados da África toda e de outras regiões.
A ILGA (International Lesbian and Gay Association), a comissão de direitos humanos IGHLRC ( International Gay and Lesbian Human Rights Commission), o diálogo Sul-Sul (South South Dialogue), a agência Hivos de desenvolvimento vão organizar painéis. Além disto, o chamado Q spot, um ponto seguro de encontro para todas as pessoas interessadas pelos direitos LGBT e sexuais, estará propondo leitura de poemas, exibições, performances, exibição de filmes todos os dias a partir das 10 da manhã. Também serão oferecidos no local aconselhamento e teste de HIV.
Reunimos para vocês algumas informações:
Fórum Social MundialEsta Sétima Edição em NairobiDiálogo FeministaVários grupos que formaram o GALCK em NairobiEm Nairobi: Situação do HIV/AIDS para relações homossexuais masculinasO programa LGBT no FSM/WSF (confira “dias” na parte superior desta página) Stephen Barris / ILGA
Traduçao Paulo Roberto Celestino Guimaraes