Reconhecimento de ONG a associações LGBT pelas Nações Unidas
A rejeição, em 2006, por parte do Comité ECOSOC dos pedidos de 4 organizações LGBT, incluindo a ILGA, para se constituírem como órgão consultivo demonstrou que muitos estados não estão com vontade de dar às pessoas LGBT o direito de falar nas Nações Unidas. No decurso de 2005 a ILGA organizou uma campanha para 11 associações LGBT de África, Europa, América Latina e América do Norte para reclamarem o estatuto à ECOSOC. À ILGA foi negado esse direito em Julho de 2006, apesar da existência de um forte apoio por parte de alguns funcionários governamentais. A associação dinamarquesa LBL, a ILGA-Europe e a German LSVD serão novamente votadas pelo ECOSOC ainda neste ano. Este painel dará às várias organizações envolvidas neste processo uma oportunidade para espalharem alguma luz sobre as suas questões e para fornecer um fórum para o debate sobre os direitos e presença de pessoas LGBT nas Nações Unidas.
Sexta-feira 6 de Outubro de 2006 : das 14h às 15h. Palais des Nations, 2ª sessão do Evento do Conselho dos Direitos Humanos das Nações UnidasUm painel organizado pela ILGA, a Associação Internacional de Lésbicas e Gays. Em colaboração com a Swedish Association for Sexuality Education and RFSL, a Federação Sueca de Gays e Lésbicas
Com o suporte financeiro do Gabinete de Estrangeiros Sueco ChairJanfrans Var der Eerden, COC
OradoresClique nos nomes para ler os seus discursos. Material áudio por vezes disponível.
Esta é a primeira vez em 12 anos que a ECOSOC não está a fechar o capítulo do Comité ONG. Assim, de certo modo, cremos que as Nações Unidas terão que lidar com isto.Philipp Braun, LSVD, Germany and ILGA’s Co-Secretary General Nós temos estatuto consultivo no Conselho da Europa (…). Assim, sob o nosso ponto de vista, pensamos que temos uma boa posição e a nossa sabedora contribuição como ONG é reconhecida por todas as instituições-chave europeias. Nós requeremos ter esse estatuto na ECOSOC (…)Jackie Lewis, Unison, UK Avec le langage onusien, tout est toujours très poli, mais c'est ce qui est sous-jacent derrière leurs questions qui est important…Yvan Lapointe, Coalition Gaie et Lesbienne du QuebecEsta luta na ECOSOC é um pouco como um microcosmos das lutas actualmente a serem travadas no sistema das Nações Unidas, encarado como um todo.John Fisher, ARC InternationalO fim da discriminação começa com o diálogo com os Estados, mostrando-lhes as situações onde os direitos humanos de pessoas LGBT são violados, o absurdo dessas situações e a necessidade de se requererem leis e resoluções iguais para todas as pessoasBeto de Jesús, Instituto Neris, BrazilTraduçao: Flávio Alves Martins