Vozes do Sul do Globo: Lésbicas, gays, bissexuais e trangenders assumem-se globalmente em público
Muitos Estados do Sul do Globo afirmam que a homossexualidade surgiu durante os tempos da colonização, apesar da existência de muita documentação que prova que a homossexualidade já existia nas sociedades tradicionais e em todo o globo. Alguns afirmam que não existe homossexualidade no seu país, outros vão mais longe dizendo “os homossexuais são animais e necessitam de ser tratados como tal”. Acontecimentos recentes, como por exemplo em África, provam que, pelo contrário, existe um crescimento do movimento LGBT, pois constata-se o surgimento de iniciativas como a All Africa Rights Initiative e a Coalition of African Lesbians, a somar aos emergentes movimentos LGBT da América Latina e da Ásia.
Sexta-feira 6 de Outubro : das 13 às 14. Palais des Nations, 2ª sessão do Evento do Conselho dos Direitos Humanos das Nações UnidasUm painel organizado pela ILGA, a Associação Internacional de Lésbicas e Gays. Em colaboração com a Swedish Association for Sexuality Education and RFSL, a Federação Sueca de Gays e Lésbicas
Com o suporte financeiro do Gabinete de Estrangeiros SuecoChairRosanna Flamer Caldera, ILGA co-secretary General and Equal Ground
Oradores(clique nos nomes para ler os seus discursos – material áudio também disponível).
Na América Latina, as nossas sociedades pré-hispânicas demonstraram a existência de muitas formas diferentes de expressão sexual (…). Na realidade, pode dizer-se que a homofobia e os sintomas de pânico gerados pelo prazer sexual retirado de uma relação homossexual são fenómenos recentes, focalizados em certas sociedades ocidentais e produtos de fundamentalismos religiosos e políticos. Gloria Careaga, El Closet de Sor Juana, MexicoOs Camarões estão no processo de democratização. Contudo, as práticas homossexuais são punidas com o encarceramento que varia entre os 6 meses e os 2 anos… Charles Gueboguo, Alternative Cameroun, Cameroun(A apresentação em powerpoint de Charles Guebogo só está disponível em Francês).
Gostaríamos de dizer ao governo Iraniano que a nós, as minorias sexuais do Irão, nos são negados os nossos direitos civis; que não somos autorizados a organizar-nos abertamente ou a reunir-nos livremente; que nos é negado o direito de nos registarmos como uma ONG. Gostaríamos de dizer que por causa da existência de informação errónea, nos é ainda negada a integridade física e, pior do que isso, por causa da existência de leis anti-homossexuais somos forçados a pedir exílio.Arsham Parsi, PGLO, IranAnna Leah Sarabia, Women Media Circle, Filipinas
Não está disponível a transcrição.
Traduçao: Flávio Alves Martins