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Brasil: "Se rolar, use camisinha". Campaña contra el Sida durante el Carnaval, dirigido también a población trans censurada en señal abierta

in BRAZIL, 15/03/2012

Por primera vez las personas trans se encuentran entre el público objetivo de la campaña de carnaval contra el SIDA del Ministerio de Salud de Brasil,sin embargo la difusión de la campaña en televisión fue censurada.

 Fuente: Ciudadanías X

Por primera vez las personas trans se encuentran entre el público objetivo de la campaña de carnaval contra el SIDA del Ministerio de Salud de Brasil, que se dirige también a jóvenes de 15 a 24 años, personas gays y heterosexuales. Pasado el carnaval se transmitirán mensajes para incentivar el diagnóstico precoz del VIH, sin embargo la difusión de la campaña en televisión fue censurada.

Las travestis fueron incluidos por primera vez en la campaña oficial para la prevención del sida durante el carnaval de 2012 en Brasil, según los carteles promocionales.

El plan promueve el uso del condón durante la celebración, que atrae a millones de turistas a Rio de Janeiro y otras ciudades brasileñas. Unos 70 millones de preservativos serán repartidos gratuitamente este año, según cifras del Ministerio de Salud.

Una de las imágenes exhibidas incluye a una pareja de un joven y un travesti, abrazados, durante un festejo. La fotografía está acompañada de la leyenda: "En la fiesta puede pasar de todo. Sólo que no pase sin condón. Tenga siempre el suyo".

AIDS, censura e homofobia: flagelos da juventude brasileira

As reportagens sobre a exploração sexual de jovens travestis nas ruas de São Paulo e sobre o veto do Governo Federal à campanha de carnaval elaborada pelo próprio Ministério da Saúde publicadas em 12/02 e 14 /02 expõem mais um retrato da forma homofóbica e hipócrita que o binômio homossexualidade-juventude é tratada no Brasil.

Desde a mais tenra idade, a situação destes jovens nas escolas onde estudam é insustentável. Por conta do preconceito e da omissão dos gestores de educação e dos professores, estes jovens terminam ou sendo expulsos ou forçados a abandonar a escola. No meio familiar e nas comunidades onde vivem, a situação não é melhor. A exemplo do ambiente escolar, muitas vezes são forçados a abandonar o lar, por causa do ódio de familiares e vizinhos. Frente ao abandono em dois ambientes que deveriam ser de acolhimento e segurança: a família e a escola, tais jovens tornam-se presas fáceis de exploradores e de qualquer um que prometa uma saída para os horrores enfrentados por estes jovens.

No ano passado, o chamado kit antihomofobia – pejorativamente chamado de “Kit Gay” – produzido pelo Ministério da Educação, veiculava mensagens educativas com o intuito de diminuir a homofobia nas escolas. O kit acabou vetado pelo próprio governo, em troca de que um ministro acusado de corrupção não fosse convocado a depor no congresso. Neste ano, a campanha de carnaval do Ministério da Saúde, destinada a jovens homossexuais (segundo as estatísticas do próprio ministério o segmento mais afetado pela epidemia de HIV/AIDS) também sofreu vetos do próprio governo e teve sua veiculação suspensa na TV aberta e restringida a lugares “específicos” como bares e boates freqüentados por esta população, num claro ato de censura e discriminação, como se as condições de vulnerabilidade estivessem restritas a estes locais e não difundidas de forma ampla na sociedade.

Enquanto isto, no exterior o a diplomacia brasileira projeta o programa nacional de AIDS como um exemplo para o mundo, se coloca como paladino dos direitos humanos e vende o Rio de Janeiro como destino turístico gay. Contrastando com a realidade nacional o que vemos é hipocrisia, censura e homofobia. Os resultados são e serão cada vez mais evidentes: aumento dos casos de HIV, exploração sexual e violências de todas as formas contra uma parcela significativa da juventude brasileira.

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