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ILGA-Ásia elege primeiro quadro regional

in THAILAND, 27/03/2008

Cerca de 160 lésbicas, gays, trans e ativistas de direitos humanos de 12 países asiáticos e não-asiáticos compareceram à conferência que aconteceu na Chiangmai de 24 a 27 de Janeiro.

28 de Janeiro de 2008. Por Sylvia Tan.

Junto a 14 apresentações de painéis e oficinas de 24 a 27 de Janeiro em Chiangmai, 26 organizações asiáticas membros da ILGA elegeram seu primeiro quadro regional. Editora da Fridae, Sylvia Tan, reporta de Chiangmai.

Um quadro regional de 10 membros foi eleito pela primeira vez por 26 organizações asiáticas da Associação Internacional de Lésbicas e Gays (ILGA) no domingo, 27 de Janeiro de 2008, na terceira conferência ILGA-Ásia em Chiangmai. Membros da ILGA se encontraram separadamente após cada dia da conferência para discutir propostas relacionadas à auto-coordenação dentro da organização.

Cerca de 160 lésbicas, gays, trans e ativistas de direitos humanos de 12 países asiáticos e não-asiáticos compareceram à conferência que aconteceu na nortenha cidade tailandesa de 24 a 27 de Janeiro. A conferência foi organizada pelo Comitê de Direitos Lésbigays em Burma (CLRB) e M-Plus, grupo gay local que opera um abrigo.

O quadro da ILGA-Ásia é o quarto quadro regional a se formar dentro da organização de 30 anos, depois da Europa (1996), América Latina (2000) e África (2007).

Fundada em 1978, a rede sediada em Bruxelas tem ligações com cerca de 600 organizações em mais de 90 países, incluindo 75 grupos gays pela Ásia.

A Ásia é atualmente representada no quadro mundial da ILGA por Mira Alexis P. Ofreneo do grupo CLIC (Não Pode Viver no Armário, em inglês), sediado em Manila; e por Aung Myo Min do Comitê de Direitos Lésbigays em Burma (CLRB), sediado em Chiangmai. Eles foram eleitos na última conferência regional da ILGA em 2005 em Cebu, Filipinas.

Seguindo a recomendação do novo quadro da ILGA-Asia no domingo, Poedjiati Tan da Gaya Nusantara, grupo de advocacia de direitos gays mais antigo da Indonésia; e Sahran Abeysundara (Equal Ground, Sri Lanka) – conhecido por muitos como um competidor da The Amazing Race Asia – serão os novos a representarem a Ásia no quadro mundial da ILGA.

Os outros oito membros do quadro da Ásia são Eva Lee (Linguagem Comum, China) e Ashley Wu (Associação Hotline Taiwan Tongzhi) representando o leste da Ásia; Toen-King Oey (Arus Pelangi, Indonésia) e Tan, sudeste da Ásia; Abeysundara e Hasna Hena (Bangladesh), sul da Ásia; Anna Kirey (Labrys, Kyrgyzstão) e Sukhragchaa (MSM, Mongólia), Ásia central; Kamilia (Instituto Pelangi Perempuan, Indonésia) e Frank Zhao (Trans China) foram eleitos para preencher as cadeiras vagas da região oeste da Ásia (Oriente Médio), já que não havia nenhuma representação na conferência.

Os 10 membros do quadro vão cumprir dois anos de mandato até o novo quadro ser eleito, na próxima conferência da ILGA-Ásia, a ser organizada pela Blues Diamond Society de Nepal em 2010. O outro candidato, Bali, que foi proposto pela potencial organização anfitriã Gaya Nusantara, perdeu por um fio quando um voto foi tomado no domingo. Apenas organizações-membros têm direito ao voto, enquanto indivíduos-membros são excluídos das votações.

De acordo com o site da ILGA, a meta da conferência regional é prover uma “oportunidade para os ativistas asiáticos refletirem nos modos de consolidar seus movimentos e melhorar o progresso na auto-organização em nível regional”.

Rosanna Flamer-Caldera, Co-Secretária-Geral feminina da ILGA, diz que uma das principais metas em estabelecer um quadro regional é criar oportunidades aos ativistas na Ásia de se comunicarem, aumentarem seus recursos e se beneficiarem de experiências de outros que enfrentam os mesmos desafios em seus próprios países.

“Um dos objetivos em curto prazo é ter uma constituição operante e eventualmente estabelecer um secretariado na Ásia – uma ONG operante para direitos GLTTB. Minha visão é que a Ásia forme uma rede unida e forte para lutar por nossos direitos nessa região, que ficaram negligenciados por muito tempo”, disse uma ativista de Sri Lanka à Fridae.

“Muitos dos países na Ásia também criminalizam homossexualidade, então penso que um esforço concentrado para descriminalização em vários países seria um objetivo primário para um bocado de regiões”.

Ela adicionou que a chave para conseguir direitos GLTTB é ter uma voz alta, e fazer dela “tão mais alta que as pessoas terão que tomar notícia” e reconhecer direitos iguais para pessoas gays, lésbicas e transgêneros.

Palestrantes proeminentes na conferência de 4 dias incluíram Dr. Nayana Supapueng da Comissão Nacional de Direitos Humanos na Tailândia e Vitit Muntarbhorn, Professor de Direito na Universidade Chulalongkorn, Bangkok, que também co-presidiu o encontro de especialistas onde foram elaborados os Princípios de Yogyakarta, um grupo de princípios na aplicação de direitos humanos em relação à orientação sexual e identidade de gênero. Prof. Vitit também é Rapporteur Especial da ONU na situação dos direitos humanos da Reppública da Coréia.

Aqueles que compareceram à conferência também ouviram Aya Kamikawa, membro da Assembléia Setagaya em Tóquio, que é a primeira pessoal transexual a buscar cargo eletivo no Japão; e Kanako Otsuji, primeira política japonesa abertamente lésbica que concorreu em eleição nacional defendendo os problemas GLTTB em nível de política nacional no Japão.

Uma parada Pride foi feita na cidade pela primeira vez quando mais de 200 presentes na conferência, observadores e membros da comunidade GLTTB local marcharam do Centro Budista (Puttastan) para a Praça Pantip na noite de sábado.

Tradução de Alan Giroldo Rener.
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