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Direitos LGBT pisoteados em Surabaya: Cronologia de uma tragédia

in INDONESIA,

ILGA (Associação Internacional de Gays e Lésbicas), através de sua Co-Secretária Geral Gloria Careaga provê informações detalhadas acerca do cancelamento da Quarta Conferência Regional da ILGA-Ásia, que deveria realizar-se em Surabaya, Indonesia, o que ocorreu como resultado do assédio de alguns grupos islâmicos fundamentalistas e/ou linha dura. Durante toda a luta, as ações da ILGA priorizaram o bem-estar e segurança de todos os participantes. A ILGA segue trabalhando pela segurança dos organizadores e participantes locais. Continuará havendo chamados à ação para protestos e responsabilização dos responsáveis pela violação de direitos LGBT.

A ILGA é uma associação internacional com membros de todas as regiões do mundo. É parte de suas atividades a organização de uma Conferência Mundial bianual e diversas Conferências Regionais. Após bem-sucedidas conferências na Índia, nas Filipinas e na Tailândia, ILGA-Asia aceitou a proposta de Gaya Nusantara, a mais antiga organização LGBT da Indonésia, para hospedar a IV Conferência Regional da ILGA-Asia em Surabaya, Indonésia.
 

Para organizar a conferência, eles solicitaram autorização à polícia da cidade. Ao receberem a autorização, Gaya Nusantara alertou as autoridades que as datas nos papéis de autorização não correspondiam às da conferência (26 a 28 de março de 2010). As autoridades reconheceram o engano, prometendo sua correção. Quando os organizadores(as) voltaram para pegar a nova autorização, a autoridade, com a autorização assinada em mãos, receberam uma ligação telefônica de alguém que pedia o cancelamento da conferência, três dias antes da abertura prevista, quando a maioria dos participantes já havia reservado suas passagens ou já se encontravam a caminho de Surabaya. A razão dada para o cancelamento foi a divulgação da realização da Conferência na mídia, fato que gerou ameaças de protestos violentos por parte de grupos fundamentalistas contrários à sua realização, apesar das vozes que se levantaram da Academia, da Comissão de Direitos Humanos Nacional da Indonésia e de organizações sociais em protesto à pressão fundamentalista. A polícia local alertou então o hotel Mercure (do grupo Accor), onde a conferência havia sido marcada, levando a gerência do mesmo a cancelar o contrato com a Gaya Nusantara. Como consequencia, a Conferência e seus participantes mudaram-se para o Hotel Oval, que gentilmente ofereceu-se para hospedar o evento e onde alguns participantes já estavam hospedados previamente. Apesar dos esforços da organização para mobilizar tanto apoio quanto possível de figuras políticas de alto nível, não houve sucesso em persuadir a polícia local a reautorizar o evento.
 

De forma a evitar problemas, os organizadores decidiram-se por declarar a Conferência cancelada e realizar apenas encontros de menor monta no hotel, com os participantes que já haviam chegado, na esperança de que isso pusesse um fim a todos os problemas, de modo que seus direitos de reunião/assembléia reconhecidos e respeitados. Reunimo-nos todos na quarta-feira à noite, dispostos a levar adiante, cientes dos riscos existentes, aquilo que nos levou a ir a Surabaya! Na quinta-feira – 25 de março -, pela manhã, com o salão inaugural vazio, uma cerimônia de boas-vindas foi realizada em um dos amplos corredores do 4° andar do hotel, com três discursos inflamados. Seguiram-se quatro excelentes grupos de trabalho (“workshops”), chamados “encontros de ativistas”, que contando com os cerca de 100 representantes dos mais de 12 países presentes, ocorreram em alguns dos quartos de hóspedes.

Anunciou-se que os participantes teriam a tarde livre e alguns deixaram o hotel para visitar a cidade. No horário do almoço, funcionários do hotel solicitaram aos participantes que terminassem sua refeição em seus próprio quartos, pois tanto os participantes quanto a gerência do hotel foram informados da chegada iminente de grupos fundamentalistas ao “Oval Hotel”. Todos os hóspedes dirigiram-se aos seus quart

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